terça-feira, 1 de novembro de 2011

Corte de repasses para o SUS pode gerar nova paralisação em clínicas

Raul Spinassé / Ag. A TARDE
Clínicas conveniadas ao SUS voltaram a atender nesta terça
Clínicas conveniadas ao SUS voltaram a atender nesta terça
“Se a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) não suspender o corte de 20% no teto do repasse do SUS vamos realizar mais uma paralisação no atendimento das instituições privadas de saúde neste mês de novembro”. A afirmação é do presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), Marcelo Britto. Segundo ele, apesar do retorno ontem, ainda há um indicativo de paralisação para este mês.
A assessoria de comunicação SMS informou que a redução de 20% do teto foi acordado em abril deste ano, objetivando equacionar o déficit financeiro de R$ 6 milhões. “Ressalta-se que até agora todos os procedimentos estão sendo pagos regularmente, não havendo justificativa para a suspensão dos atendimentos de urgência”, diz. Afirma ainda que “aqueles que prestaram serviço acima do teto limitado serão ressarcidos assim que as contas sejam equilibradas”.
A assessoria informou que o pagamento será realizado no dia 4/11 (sexta) para os prestadores que enviaram a documentação até 4/10. O processo de tramitação nos vários setores da SMS dura cerca de 30 dias, e os demais receberão os valores com atraso, frisou a assessoria.
Impasse - Segundo a SMS, em caso de nova paralisação, a Central Municipal de Regulação fará a marcação de consultas nas semanas anteriores. “Os pacientes que forem prejudicados com possíveis suspensões nos atendimentos, deverão entrar em contato com o Disque Saúde 160 ou nos próprios postos de saúde para solicitar a remarcação dos procedimentos”, diz .
Cerca de 300 clínicas e hospitais privados, das 600 da capital, segundo a Ahseb, retomaram nesta terça o atendimento pelo SUS. “Caso não seja suspensa essa redução, infelizmente vamos ter que parar o atendimento mais uma vez, até onde o teto alcance. Não é nada contra o povo, pelo contrário, mas não podemos continuar trabalhando sem dinheiro. Preferimos perder o contrato com o SUS do que continuar dessa forma”, ressaltou o diretor operacional da Ahseb, José Carlos Magalhães Jr. A falta de regulação no repasse do SUS pelo Ministério da Saúde e a má distribuição dos recursos pela SMS causou o impasse, disse. “Mensalmente são repassados R$ 7 milhões para os 600 prestadores de serviço privado na capital. Esse recurso é distribuído entre as conveniadas obedecendo critérios de atendimento, estrutura. No entanto, tenho conhecimento de que as Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid) recebem mensalmente R$ 8 mi”, revelou José Carlos.

*Colaborou Marjorie Moura

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