quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Decadência do Centro Histórico de Salvador

Insegurança no Pelourinho faz capital da Bahia perder turistas para outras cidades
Nas minhas últimas conversas com amigos e políticos sobre Salvador, um tema tem sido frequente: a degradação da área central da nossa capital. Nessa terça-feira (1), escrevi um post comentando a situação de abandono da Praia do Porto e do Farol da Barra. Neste texto, abordarei o descaso do governo da Bahia com o Pelourinho.
Durante muito tempo, o Centro Histórico de Salvador encantou baianos e turistas do mundo inteiro pela beleza dos seus monumentos e pela diversidade cultural, que dia e noite movimentava as ruas dessa parte da cidade. Hoje, quem vem atrás de diversão e lazer volta decepcionado com a falta de segurança e a decadência desse importante cartão-postal.
Não é a toa que Salvador perdeu para Fortaleza o título de cidade do Nordeste que mais recebe turistas. Isso também teve impacto bastante negativo no mercado turístico e causou o fechamento de mais de 30% dos estabelecimentos do Centro Histórico.
Por diversas vezes, os moradores e comerciantes do Pelourinho cobraram do governo do estado mais policiamento. Eles chegaram a fazer um mapa da criminalidade do local para ajudar a polícia. Mas, como era de se esperar, o Executivo baiano pouco se empenhou para resolver o problema.
Como se não bastasse a omissão, o governo ainda foi alvo de denúncias na internet por não registrar os crimes que acontecem nas ruas estreitas do Centro Antigo da cidade.
É preciso recuperar com urgência esse importante Patrimônio Histórico da Humanidade e viabilizar condições dignas de moradia, higiene pública e segurança. A revitalização de áreas degradadas, a exemplo do Mercado Modelo e Elevador Lacerda, cujos problemas de manutenção das cabines se arrastam por anos, é uma medida que ajudaria a impulsionar o turismo na capital.
Mas, ao que parece, a prefeitura de Salvador e o governo da Bahia preferem ignorar o potencial turístico da nossa terra. A vinda de turistas é um excelente ingrediente para movimentar a economia local, gerar emprego e renda para os baianos. Mas, com certeza, não é com essa política de pouco incentivo ao setor que o nosso estado vai fazer jus às belezas naturais que possui.

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