Nas horas que as oportunidades surgem, o prefeito de Valença, Ramiro Queiroz, é o médico, engenheiro, agrônomo, psicólogo, arquiteto, economista, vendedor, professor, ambientalista, pescador, músico, auditor, mago, assistente social, motorista, padre, aviador, oculista, garçon, nadador. Ele é tudo num só. Isto é um importante diferencial. Poucos na terra são tão inteligentes. Pode crer.Entretanto, no caso de Ramiro, trata-se de uma pessoa que só sabe tirar proveito única e exclusivamente para si. É por isso que sua gestão municipal é um desastre. “Não pode” um empresário administrar um órgão público com o mesmo olhar do privativo. Ali, o interesse coletivo não coaduna com os lucros empresariais, gerando choques anafiláticos, atrasos no desenvolvimento do município e prejuízos incalculáveis para o erário.
É o caso do aterro sanitário de Valença. Dá para afirmar, antes de mais nada, que Ramiro Queiroz é o maior responsável pela involução do progresso de Valença. Entre tantos retrocessos, o aterro aparece, com o seu efeito dominó, travando diversas evoluções. Se a escolha feita pelo engenheiro Ramiro, em 2002, tivesse sido a correta o aterro não estaria aqui como exemplo. Escolha correta não foi. Pior: foi a mais escandalosa possível!
O terreno desapropriado por Ramiro Queiroz, então prefeito, para a implantação do aterro, fica na mesma rota dos aviões que descem no aeroporto de Valença – a terceira maior pista do Estado da Bahia. A desapropriação da área foi realizada após a inauguração do aeroporto... (claro que não poderia ser instalado ali o aterro...!) e a fazenda, da qual foram destinados apenas três hectares para a construção do aterro, tinha sido adquirida pelo próprio prefeito meses antes, através de um “laranja”. Ele comprou a fazenda, na época, e revendeu um décimo para a prefeitura por 30 mil reais. Resultado, o prefeito reembolsou, com lucro, o investimento da fazenda de 40 hectares, e ainda continuou proprietário do imóvel quase todo. Essas duas irregularidades são apenas a pontinha do iceberg... Não se sabe porque cargas d’água a Conder e a Axxo Construtora toparam construir esse aterro na rota dos urubus.
Ramiro não ouviu o Conselho Municipal do Meio Ambiente; no local, às margens da BA 001, dizem que existe um aquífero; foram torrados quase R$ 1,4 milhão – um milhão e quatrocentos mil reais – do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do trabalhador, através do Programa Pró-Saneamento e a obra encontra-se paralisada até hoje. Esse R$ 1,4 milhão equivale a 85,7% do repasse da Caixa Econômica Federal\FGTS. O valor total da obra foi estipulado em R$ 1.919.908,92, sendo financiado pelo Pró-Saneamento R$ 1.631.922,58. A prefeitura entrou com o terreno e o Governo do Estado com o resto...
Olhando lá de cima, um ET qualquer deve achar esse episódio inacreditável e não "se pica correndo" porque Deus é Brasileiro, nasceu em Salvador e mora, nos últimos dois anos e dez meses, no Guaibim . ( Fonte Dendê News)
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