sexta-feira, 7 de agosto de 2015

PANELAÇO - PT ENGANA SÓ 8% DOS BRASILEIROS

Partido dos Trabalhadores apresentou um programa de TV que só conversa com os 8% de brasileiros que aprovam Dilma Rousseff. Os 71% que rejeitam a presidente protestaram
Moradores de edifício na avenida Nove de Julho, região central da capital paulista, fazem barulho batendo panelas e utilizando cornetas durante pronunciamento em rede nacional de televisão do PT - 06/08/2015
#foradima #forapt #panelagram #panelaço #fora
No dia que começou com a notícia de que a presidente Dilma Rousseff é a mais impopular da história, segundo pesquisa Datafolha, em que o dólar rompeu a barreira de 3,50 reais e os partidos aliados do governo começaram a desembarcar da base, o programa do Partido dos Trabalhadores na televisão foi recebido por um sonoro panelaço nas ruas do Brasil. Também houve buzinaços de quem estava preso no trânsito das grandes cidades.

LEIA MAIS:

Dilma atinge 71% de reprovação, aponta Datafolha

O protesto registrado em todas as regiões - com centenas de imagens publicadas nas redes sociais - intensificou-se quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva surgiu afirmando que "nosso pior momento ainda é melhor do que o melhor momento deles". Na sequência, houve o ápice do panelaço: Dilma apareceu repetindo o discurso de que "estamos em uma travessia" e terminou sua fala dizendo que "sabe suportar pressões".

A peça partidária foi pontuada por ameaças veladas, pelos típicos discursos do "nós contra eles" e não fez nenhuma autocrítica pelo momento de crise política e econômica que o país vive. Também exibiu imagens de políticos da oposição - os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e José Agripino Maia (DEM-RN), e os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Paulo Pereira da Silva (SD-SP) - enquanto o narrador afirmava: "Não se deixe enganar pelos que só pensam em si mesmos".

PT estuda jeitinho para blindar Lula na Lava Jato. Pode virar ministro das Relações Exteriores para ter foro privilegiado

 
(Do Blog do Camarotti) Com o agravamento da crise política, passou a ser avaliada no Palácio do Planalto a possibilidade de nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um cargo de ministro do governo Dilma Rousseff. Essa tese já é defendida por alguns interlocutores de Dilma e do próprio Lula. O temor é que isso teria um efeito colateral: Dilma teria o seu poder presidencial completamente esvaziado.

Mas, para petistas, isso poderia garantir a governabilidade mínima para os próximos anos, por causa da capacidade de articulação política do ex-presidente. Ele tem mais trânsito com o Congresso e poderia fazer uma blindagem do governo.

Nesse cenário, os dois cargos considerados mais apropriados para Lula, avaliam petistas, são os ministérios das Relações Exteriores e o da Defesa. Isso porque comandam carreiras de Estado que seriam mais apropriadas para um ex-presidente. Caso passe a integrar o primeiro escalão, Lula também ganhará foro privilegiado – alguns petistas temem que o ex-presidente vire alvo da investigação da Operação Lava Jato.

Brasil sem rumo: o governo Dilma acabou.

Data do falecimento: 5 de agosto. O vice Michel Temer cantou a pedra: "é preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar o país". Dilma, evidentemente, é incapaz. Bene, talvez Temer venha a concluir o mandato da presidente - embora a melhor solução fosse, de fato, o impeachment da chapa, com a convocação de novas eleições. É esperar para ver o desfecho dessa grave crise que sufoca os brasileiros. 

A quarta-feira, 5 de agosto de 2015, selou o fim, de fato, do modelo de governo que Dilma Rousseff vinha tentando sustentar. Sobre o pano de fundo de uma crise econômica e social – além de moral – sem perspectiva de solução a curto prazo, configura-se agora o fator político aparentemente decisivo: a base de apoio ao Planalto no Congresso Nacional desintegrou-se, ao que tudo indica de modo irreversível, a ponto de o habitualmente cauteloso vice-presidente Michel Temer proclamar que “é preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar” o País, deixando mais que óbvia a convicção de que a presidente da República não tem condições de fazê-lo. E como a convalidar o diagnóstico do crepúsculo do governo petista, no fim da tarde da quarta-feira pesquisa do Datafolha revelou que o índice da reprovação popular a Dilma Rousseff atingiu a marca recorde de 71%.
Michel Temer falou aos jornalistas depois de se ter reunido, na manhã daquele dia, com os líderes da base aliada no Senado e na Câmara e com os ministros Joaquim Levy, da Fazenda; Eliseu Padilha, da Aviação Civil – seu braço direito na articulação política do governo –; Luis Inácio Adams, da Advocacia-Geral; e José Eduardo Cardozo, da Justiça. Depois, em tom emocionado, afirmou: “Eu queria fazer uma declaração precisamente em face das várias autoridades do Legislativo e do Executivo que passaram aqui pelo meu gabinete. A declaração eu quero fazer, na verdade, aos vários setores da sociedade brasileira”. E, contrariando o que dissera recentemente sobre a existência de uma “crisezinha”, emendou: “Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave, não tenho dúvidas de que é grave, porque há uma crise política se ensaiando, uma crise econômica que está precisando ser ajustada”.
O vice-presidente da República tem sido o aliado em quem mais Dilma tem podido confiar nesse tormentoso início de segundo mandato. É particularmente grave, portanto, o sentido de suas palavras: “É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar, reunir a todos e fazer este apelo e eu estou tomando esta liberdade de fazer este pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o País”.
Poucas horas depois do apelo de Temer pela “reunificação”, dois partidos da base aliada, PDT e PTB, declaravam posição de “independência” – sem nenhuma referência a deixar os Ministérios que comandam –, o que contribuiu para outra fragorosa derrota do governo na Câmara, que aprovou mais um golpe no ajuste fiscal: o reajuste de salário de várias carreiras que resultará em impacto de R$ 2,45 bilhões anuais para a União.
Enquanto isso, em mais uma demonstração do desespero do governo, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em depoimento numa comissão da Câmara, fez afagos à oposição, especialmente ao PSDB, e propôs um “pacto suprapartidário” para controlar a crise econômica. Para surpresa de quem conhece a habitual agressividade de Mercadante com os “inimigos”, ele chegou até a elogiar o programa de estabilidade econômica do governo FHC, do qual sempre foi um crítico rigoroso. Na véspera, em jantar na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), com a presença do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e de Aécio Neves (PSDB-MG), tucanos e peemedebistas discutiram o desenvolvimento da crise política e a possibilidade do impeachment de Dilma Rousseff.
Por sua vez, em reunião com deputados estaduais e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo, Lula manifestou pessimismo com as perspectivas políticas. De acordo com participantes do encontro, fazendo uma comparação da situação atual do PT com a reviravolta conquistada em 2005 depois do escândalo do mensalão, ele teria declarado não acreditar que nem mesmo uma repentina e milagrosa recuperação econômica aliviaria a impopularidade do governo e do partido, porque, se antes se levantavam recursos para um “projeto político”, agora isso é feito para enriquecimento pessoal dos envolvidos nas denúncias de corrupção. Essa, é claro, é uma visão muito peculiar do processo dito político. A obra de Lula é mais complexa do que isso. Para chegar onde chegou, ele olhou para os lados enquanto seus lugares-tenentes inoculavam a máquina estatal e agentes econômicos que a ela serviu com o germe da corrupção. O contágio foi de tal ordem que hoje o Brasil se vê à matroca. (Estadão).

Saqueiam o país em nome de uma ideologia arcaica e o povo se lasca pagando tudo mais caro.

Tudo está mais caro. Isto ocorre por causa da dita cuja inflação, que está explodindo por causa do desgoverno, da corrupção, da roubalheira com a desculpa de uma ideologia ultrapassada e que serve de fundo para bandidos e espertalhões ludibriarem ignorantes letrados e iletrados.
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) está bem superior ao teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%. O resultado também ficou acima da previsão dos economistas do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial.
A taxa para a baixa renda ficou acima da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 9,61% nos últimos 12 meses. Em junho, na comparação com maio, esse indicador variou 0,53%.
De junho para julho, a maioria dos preços analisados pela pesquisa mostrou desaceleração: despesas diversas (de 2,36% para 0,16%), vestuário (de 0,32% para -0,21%), educação, leitura e recreação (de 0,77% para 0,03%), alimentação (de 1,02% para 0,94%), transportes (de 0,29% para 0,13%), saúde e cuidados pessoais (de 0,64% para 0,42%) e comunicação (de 0,37% para 0,08%).
Apenas os preços relativos à habitação mostraram alta, de 0,97% para 1,18%.
Veja a variação de peços de alguns itens:
Jogo lotérico (de 29,26% para 0,00%)
Roupas (de 0,38% para -0,18%)
Passagem aérea (de 14,09% para -15,92%)
Alimentos prontos congelados (de 3,56% para 0,32%)
Tarifa de ônibus urbano (de 0,35% para 0,05%)
Medicamentos em geral (de 0,41% para 0,22%)
Tarifa de telefone residencial (de 0,25% para -0,26%)
Tarifa de eletricidade residencial (de 0,19% para 3,80%)
***(Com informações do G1)
* Via http://folhacentrosul.com.br/geral/8505/

O Lula traiu Dirceu.Eu, Lula e Dilma estamos no mesmo saco

Sob a desculpa de evitar incômodos, Lula vive trocando de telefones, só fornece os novos números aos assessores e às pessoas mais próximas. Desde que foi preso, José Dirceu não tem o número do celular de Lula, praticamente não se falam mais. No início do ano, quando as investigações da Lava Jato começaram a alcançar o PT mais diretamente, o ex-ministro tentou acertar com Lula um esquema de defesa mais eficiente e profissional, porque os advogados do partido são muito fracos, não se pode contar com eles.
Dirceu então ligou para Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, pedindo-lhe que agendasse um encontro com o ex-presidente. Okamotto perguntou qual era o assunto e Dirceu explicou que estava na hora de reforçar a defesa jurídica do PT, porque isso significava proteger a ele próprio e também a Lula, a Dilma e ao Planalto.
No dia seguinte, Okamotto deu retorno e informou que Lula não estava interessado em discutir este assunto, porque não acreditava que qualquer investigação pudesse alcançá-lo, pois não se envolveu diretamente no esquema montado na Petrobras. Dirceu ficou furioso, disse poucas e boas a Okamotto e desligou o telefone.
Pode-se concluir que a velha amizade acabou, eles já não são sequer companheiros, muito pelo contrário.
EU, LULA E DILMA NO MESMO SACO
Duas semanas após Lula ter lhe virado as costas, Dirceu começou a dar o troco. Fez vazar à imprensa sucessivas informações sobre seu descontentamento com a falta de solidariedade de Lula, do PT e de Dilma. E no início de junho soltou uma frase explosiva: “Eu, Lula e Dilma estamos no mesmo saco”. Em tradução simultânea, o ex-ministro fez uma ameaça muito mais forte e clara do que as tais intimidações que a advogada Catta Preta diz estar sofrendo.
A partir daí, o advogado de Dirceu apresentou sucessivos recursos á Justiça, para evitar que ele perdesse a prisão domiciliar e fosse novamente para a penitenciária, enquanto o ex-ministro continuava vazando informações sobre sua intenção de mudar de vida e ficar mais tempo com a mulher e a filha de seis anos.
Dirceu sabe que desta vez será condenado a mais quinze anos de prisão, porque o Supremo não repetirá o erro de considerar que não houve formação de quadrilha (quando mais de três se unem para cometer crimes). Seu resto de vida vai acabar, não há luz no final do túnel.
LULA VAI SE ARREPENDER…
Dirceu tem um temperamento muito forte, Lula cometeu um erro terrível ao virar-lhe as costas. Pensou que poderia repetir a estratégia do mensalão, dizer que não sabia de nada, foi apunhalado pelas costas, essas pessoas não são de minha confiança, aquela conversa fiada de sempre.
Dilma pensou a mesma coisa e tirou o corpo fora, acreditando que continuará incólume com a mesma estratégia de Lula e a colaboração gratuita de imbecis como Fernando Henrique Cardoso, que calado é um poeta, com diz o senador Romário em relação a Pelé.
Agora, o jogo acabou. Dirceu vai fazer delação premiada e acabar com Lula, Dilma & Cia Ltda. Podem acreditar. Lula deveria ter atendido àquele telefonema.
PS – Dirceu jamais perdoará Lula. Quando o ex-presidente precisou dele em 2012, no escândalo de Rosemary Noronha, foi Dirceu que estruturou toda a defesa da segunda-dama, contratando pessoalmente os escritórios de advocacia e participando das reuniões com os juristas, ao lado de Lula e Rose, o casal 20 que ninguém sabe se foi desfeito ou não. (C.N.)
*Carlos Newton, em Tribuna da Internet

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

só nova eleição tira país da crise.

(Maria Lima, O Globo) Lideranças do PSDB e do Democratas vieram a público nesta quinta-feira para anunciar que, assim como a presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer também não teria legitimidade para unificar o país nesse momento de grave crise política e econômica. Em nome dos dois partidos, os líderes Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) defenderam que somente uma nova eleição, através do voto popular, poderia legitimar um novo presidente para tirar o país da crise.
— Em resposta ao chamamento do vice-presidente Temer de que é preciso se encontrar alguém que possa unir o País, estamos dizendo da nossa convicção de que só se encontrará essa pessoa através de uma eleição direta, com a legitimidade do voto popular. Só através do voto em torno de um projeto de salvação nacional se criará o ambiente para sair dessa grave crise — disse o líder Cássio Cunha Lima.
Os líderes disseram que a intenção é que a sociedade passe a discutir essa possibilidade, e vão propor que os líderes da manifestação de rua do dia 16 de agosto incluam a defesa de novas eleições na pauta de reivindicações. Dizem que o povo é o principal ator dessa cena.— Quando o vice Michel Temer diz que é preciso encontrar alguém que seja capaz de unificar o País, ele está dizendo que a presidente Dilma não pode mais fazer isso. E nós estamos propondo que só uma nova eleição pode legitimar essa pessoa — completou o líder Carlos Sampaio. 
Para os líderes da oposição, é preciso rejeitar a articulação da cúpula peemedebista e de outros políticos, para envolver o PSDB e Democratas em um projeto de sustentação pós-impeachment. A aposta é no julgamento da ação de impugnação da chapa Dilma/Temer, marcada para setembro, no TSE. Para o líder Ronaldo Caiado, as declarações de Michel Temer, apesar de ser ele um democrata, foram a assinatura do atestado de óbito da presidente Dilma Rousseff.
— Só existe uma pessoa capaz de unificar o país nesse momento, a pessoa que emergir das urnas, em nova eleição direta. Hoje não tem como acordos de cúpulas partidárias ungir alguém para tirar o país da crise política e de enorme instabilidade na sociedade — disse Caiado.
— Não será com acordo e conchavos fechados dentro dos muros do Congresso e da política que vamos dar legitimidade a essa pessoa. Do contrário, estaremos apenas adiando o desdobramento de uma crise que se avizinha, dar sobrevida a um paciente terminal — disse Cássio Cunha Lima.
Mais cedo, em outra entrevista, Aécio Neves disse que Cássio e Sampaio anunciariam a resposta a Temer. Ele confirmou o jantar com Renan e outros senadores tucanos e peemedebistas na casa de Tasso Jereissatti, na noite de terça-feira. Mas disse que, como oposição, tiveram uma conversa civilizada, discutindo com cautela os cenários da crise. Mas concordou que a presidente Dilma não tem mais condições de continuar. — A presidente Dilma e o PT perderam a capacidade de governar. Infelizmente ela não governa mais o Brasil — disse Aécio.
Em caso de impeachment e posse de Temer, dizem os tucanos, a crise seria apenas adiada. Com a criação desse movimento para que a sociedade discuta uma nova eleição como única alternativa para resolver a crise, os líderes da oposição dão uma resposta pública também as sondagens feitas por lideranças do PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que iniciou conversas com o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), sobre um eventual acordo para apoiar um plano de salvação econômica num possível cenário pós-impeachment.
A avaliação dos tucanos e democratas é que nos discursos de Temer, ontem e hoje, ele se coloca desde já como a pessoa que será capaz de fazer a transição num cenário pós-impeachment, como o ex-presidente Itamar Franco, com o apoio da oposição. Mas dizem que a situação, hoje, não é a mesma do impeachment de Fernando Collor, por causa da crise política e econômica.

Depois de ferrar o Brasil e a vida do povo, Governo Dilma diz que 'a situação é gravíssima'


O resultado catastrófico da corrupção e das mentiras sem fim>>>
E pior, govermo que que o Congresso faça vista grossa como sempre fez e ainda almeja aumentar os impostos para ferrar por completo a vida do povo brasileiro>>>
O BICHO ESTÁ PEGANDO: Corrupção e crise econômica provocam mega-protesto para dia 16 de Agosto em todo o Brasil
Reuters -  A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff e seu articulador político, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), vieram a público nesta quarta-feira para enfatizar a gravidade da situação econômica e fiscal do país e fazer um apelo ao Congresso Nacional para que não a agrave.
A movimentação veio um dia após o Congresso retomar as atividades e sinalizar que não dará trégua ao governo, que está tentando implementar uma agenda de ajuste fiscal, em meio a um cenário de retração da atividade econômica, aumento do desemprego e forte perda de popularidade.
“Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave, não tenho dúvida que é grave. E é grave porque há uma crise política se ensaiando, há uma crise econômica precisando ser ajustada", disse Temer a jornalistas, após um dia de reuniões com ministros e parlamentares da base aliada.
"Mas para tanto é preciso contar com o Congresso Nacional... Há uma certa preocupação, não posso negar isso. Daí a razão dessa espécie de convocação, no sentido de que todos trabalhemos juntos”, acrescentou.
Além da necessidade de apoio do Congresso para aprovar as medidas do ajuste, o governo da presidente Dilma precisa contar com a boa vontade dos parlamentares para não aprovar matérias que impliquem elevação dos gastos como, por exemplo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 443 que eleva a remuneração de servidores da advocacia-geral.
"É preciso que alguém tenha capacidade de reunificar a todos, de reunir a todos, de fazer esse apelo e eu estou tomando essa liberdade de fazer esse pedido, porque caso contrário nós podemos entrar numa crise desagradável para o país", disse Temer.
Apesar apelo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, onde se concentram as maiores dores de cabeça para o Planalto, disse nesta quarta-feira que a tendência é o governo continuar sofrendo novas derrotas na Casa.
Cunha rompeu com o governo no mês passado, após ser citado por um delator da operação Lava Jato. Ele nega a acusação de ter pedido 5 milhões de dólares em propina ao empresário Julio Camargo e acusa o governo de fazer uma manobra com o Ministério Público para constrangê-lo.
Na terça-feira, logo na volta dos trabalhos do Congresso após o recesso, a base aliada não teve força para aprovar requerimento para adiar a votação da PEC 443 que, se aprovada, elevará os gastos públicos em 9,9 bilhões de reais, segundo cálculos do Ministério do Planejamento.
“Não é adequado propor reajustes dessa magnitude no momento em que várias empresas e trabalhadores enfrentam dificuldade, especialmente no setor privado, com redução do salário real e queda na geração de empregos", disse o Ministério do Planejamento em nota divulgada nesta quarta-feira.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também veio a público enfatizar que a situação econômica do país é "séria" e a fiscal é "muito séria". Levy disse que o governo assumiu o custo da popularidade ao tomar as medidas que considera necessárias para fortalecer a economia, e que é preciso continuar com o diálogo.
Entre as principais preocupações do Executivo está a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento dado pelas agências de classificação de risco, o que aprofundaria ainda mais a debilidade da economia, que deve enfrentar neste ano a pior recessão em 25 anos.
CÂMARA
O risco de perda do rótulo de bom pagador vinha, inclusive, sendo usada por Temer para sensibilizar os parlamentares a evitarem a aprovação das chamadas "pautas-bomba".
Em encontro na segunda-feira, ficou acertado entre Temer e lideranças da base que essas matérias não prosperariam no Legislativo, segundo duas fontes ligadas ao articulador político de Dilma. Um dia depois, no entanto, o acerto naufragou na Câmara com o avanço da PEC 443.
"O pessoal fala um negócio na reunião e depois vai na Câmara e implode o que foi acordado", disse uma das fontes próximas a Temer à Reuters, sob condição de anonimato.
A articulação política do governo avalia que o principal problema do Planalto reside na Câmara e, após também se reunirem com Temer nesta quarta, senadores da base aliada disseram que a funcionarão como "amortecedor" para as pautas-bomba que chegarem da Câmara.
Além do apoio da base no Senado, o governo aposta, segundo uma fonte próxima ao núcleo do Executivo, em aproveitar uma proposta de enxugamento de ministérios a ser encaminhada pelo Ministério do Planejamento para abrir nova negociação de participação dos partidos da base.
O foco principal será em uma nova divisão de poder com o PMDB visando apoio e empenho do partido na aprovação dos projetos que reforçam o ajuste fiscal no Congresso.
“O enxugamento dos ministérios vai levar a uma redução do espaço de todo mundo e isso vai exigir a negociação de participação dos partidos da base no governo com base em um novo apoio. A presidente vai avaliar tudo isso e fará uma reforma com calma e não ao calor das tensões do momento”, disse a fonte.
(As informações são de Reuters/Eduardo Simões/Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello e Luciana Otoni, em Brasília)