sexta-feira, 22 de agosto de 2014

HOMEM-BOMBA DA PETROBRAS PROMETE ABRIR O BICO E AFIRMA QUE SE CONTAR TUDO NÃO HAVERÁ ELEIÇÃO NO BRASIL

Diante das informações que recebeu de que o homem-bomba Paulo Roberto Costa (foto) aderiu à delação premiada, seu advogado, Nélio Machado, está deixando a causa. Diz Nélio Machado:
- Não trabalho com o instituto da delação premiada.
Pelas informações recebidas por Machado, Costa, incentivado pela mulher, Marici, que há tempos vinha se desentendendo com o advogado justamente por causa da delação premiada, topou abrir a boca. E a partir de agora tem como advogada a criminalista paulista Beatriz Catta Pretta.
Paulo Roberto está neste momento na Polícia Federal de Curitiba.
Sai de baixo. Recentemente, Paulo Roberto, ameaçou, em conversa com um interlocutor:
- Se eu falar, não vai ter eleição. 
Até ontem, apesar da insistência da mulher, Paulo Roberto se negava a fazer a delação. A nova etapa da Operação Lava Jato, realizada hoje no Rio de Janeiro, o fez mudar de ideia.
MUITO NERVOSO
Paulo Roberto Costa está nervoso, muito nervoso. De volta à prisão no Paraná desde junho, Costa é tratado com rigor. Tem usado regularmente algemas, mesmo dentro do presídio, de acordo com relatos de pessoas próximas.
Seu estado mental está perto do derretimento. E já avisou a um interlocutor: “Se eu falar, não vai ter eleição”. Aparentemente, um terremoto que atingiria vários partidos indiscriminadamente. Sua família o visita todas as quartas-feiras e sua mulher, Marici, já defende a delação premiada.
Os que os que temem suas revelações poderiam dar em troca para calá-lo se ele resolver explodir com tudo? Da coluna de Lauro Jardim/Site de Veja

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Pronto! Marina enterrou Eduardo Campos. Líder da Rede já jogou no lixo os primeiros compromissos e deu um pé no traseiro do PSB. Quem está surpreso? Ou: de novo, a vespa e a joaninha inocente

A vespa se aproxima da Joaninha inocente; o objetivo é injetar um ovo em seu abdômen sem que a coitadinha perceba. Nem dói...
A vespa se aproxima da Joaninha inocente; o objetivo é injetar um ovo em seu abdômen sem que a coitadinha perceba. Nem dói…
Depois de algum tempo, a Joaninha passa a carregar a estrovenga, como um zumbi, uma morta-viva. Assim que a nova vespa nascer, a hospedeira morre... para valer
Depois de algum tempo, a Joaninha passa a carregar a estrovenga, como um zumbi, uma morta-viva. Assim que a nova vespa nascer, a hospedeira morre… para valer
O PSB oficializou nesta quarta-feira a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, tendo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice. Para não variar, tudo está sendo feito de acordo com as exigências de… Marina. O partido que a recebeu já foi transformado em mero hospedeiro. Ela não está nem aí para a legenda que a abrigou. Pois é… Eu sempre disse que seria assim. Vamos ver?
1: Marina disse há quatro dias que acataria os acordos regionais feitos por Eduardo Campos. Isso não vale mais: ela só vai subir em palanques em que todos os partidos pertençam à coligação nacional. Isso exclui São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio.
2: O comando do PSB afirmou que Marina assinaria uma carta de compromisso mantendo os fundamentos do programa que Campos queria para o país. Marina já deixou claro que não assina nada.
3: O PSB tinha o comando da campanha de Eduardo Campos, que estava a cargo de Carlos Siqueira. Marina resolveu dividir a função com o deputado federal marineiro Walter Feldman (SP). Na prática, todo mundo sabe, Siqueira foi destituído.
Vale dizer: Marina está, como sempre, fazendo tudo o que quer, do modo que quer, na hora em que quer. Para alguma melancolia deste escriba, acabo de ouvir na TV uma jornalista a dizer que isso só prova a… “coerência” de Marina. É mesmo, é? Entre a burrice e a desinformação, acuso as duas.
Feldman, agora seu braço-direito, é um portento da “nova política” que Marina diz abraçar. Foi secretário do governador Mário Covas e dos prefeitos José Serra e Gilberto Kassab. Só não se tornou secretário de Saúde do então prefeito Paulo Maluf porque Covas não deixou. Saiu do PSDB atirando contra o governador Alckmin e voltou tempos depois, fazendo uma espécie de mea-culpa. Durou pouco a fidelidade. Ainda como deputado tucano, juntou-se aos marineiros e passou a comandar a resistência a qualquer acordo com o PSDB em São Paulo. Não se trata de uma sequência para depreciá-lo. Trata-se apenas de fatos.
É claro que Feldman vai atuar contra a candidatura de Alckmin à reeleição. Até aí, tudo bem, né? Faça o que quiser. Ocorre que o candidato a vice na chapa do governador é o deputado Márcio França, do PSB, partido ao qual, formalmente ao menos, Marina e seu coordenador pertencem. Aliás, depois de Campos, França era a liderança de maior expressão nacional da legenda, que tem uma grande chance de ocupar um posto político importantíssimo no Estado mais rico do país e com o maior eleitorado.
Se Marina já deixou claro que não vai respeitar os acordos firmados por Campos, ainda que esteja ocupando o seu lugar, por que ela respeitaria o programa do PSB caso se eleja presidente da República? A minha tarefa é fazer a pergunta. A dela é cuidar da resposta.
Olhem aqui. No dia 19 de dezembro de 2013, escrevi um post em que comparava Marina a certa vespa que usa outros insetos, especialmente a joaninha — ainda viva — para depositar seu ovo. A estrovenga é injetada diretamente no abdômen da vítima, que carrega, então, a larva até que uma nova vespa venha à luz. Quando esta nasce, o hospedeiro morre. O nome disso é “parasitoidismo”, que é diferente do parasitismo, que não mata o hospedeiro. Há oito meses, portanto, com Campos ainda vivo, afirmei que era precisamente isso o que Marina faria com o PSB. Como eu sabia? A partir de determinado momento, ela tentou ser um parasistoide do PT, com agenda própria. Foi repelida. Buscou fazer o mesmo com o PV. Foi repelida outra vez — e sua grande votação não levou a um aumento da bancada da legenda. Era o partido do “Eu-Sozinha”. Terminada a eleição, tentou tomar a direção dos Verdes. Não conseguiu e saiu para fundar a Rede. Agora, no caso do PSB, não sei, não, parece que o ovo foi parar no abdômen da legenda.
Ganhe Marina a eleição ou não, tão logo ela migre para a sua Rede, o PSB será menor do que era antes da sua entrada. Na nova legenda, aí sim, ela será, como sempre quis, em sua infinita humildade, Igreja e Estado ao mesmo tempo; rainha e autoridade teológica. E sempre cercada de fanáticos religiosos, com diploma universitário.
Por Reinaldo Azevedo.

Marina, o PSB e a crise: tudo certo como dois e dois são cinco

Carlos Siqueira, secretário-geral do PSB e ex-coordenador geral da campanha do partido à Presidência, deixou a equipe que vai cuidar da candidatura de Marina Silva. Sentiu-se desrespeitado. Não gostou do modo como a nova candidata impôs nomes de sua confiança para conduzir a batalha eleitoral. A pax celebrada entre a Rede e o PSB durou bem menos de 24 horas. Quem ler o que escrevi ainda no dia 13, pouco depois da morte de Eduardo Campos, não estranhou o desfecho.
Jornalismo não pode ser torcida, especialmente quando dedicado à análise e à opinião, que é o que se faz aqui. Sim, escrevo sempre o que penso sobre isso ou aquilo, evito a ambiguidade, esforço-me para que o leitor tenha claro o meu ponto de vista sobre os mais diversos assuntos. Nem sempre é fácil. Mas quem está do outro lado desta tela merece essa clareza. Acho que isso explica, em parte, o sucesso deste blog.
Atenção, meus caros! A opinião e a análise, no entanto, não dispensam os fatos. Ou, em vez de análise, o que se faz é mera torcida; em vez de opinião, o que se tem é um mero chute. Mais de uma vez, antevi ou apontei aqui circunstâncias que não eram do meu agrado, que iam contra as minhas convicções e o meu gosto. Dou um exemplo recente: quando vieram a público os números da pesquisa Datafolha, eu prestei menos atenção ao percentual de cada candidato do que ao fato de que havia melhorado a avaliação do governo Dilma, destacando que isso pendia em favor de sua candidatura. Chamei a atenção para esse dado contra o meu gosto. Estou aqui para dizer o que penso, não para induzir os leitores a erro.
Por que faço essa introdução? Se não fui o único, fui dos poucos colunistas e comentaristas da grande imprensa a chamar a atenção de leitores (e ouvintes) para o fato de que a relação de Marina Silva com o PSB já havia começado no erro. Seguindo um estilo, ela não negociou nada, mas impôs. Nem havia acontecido ainda a solenidade de confirmação de sua candidatura, já dada, então, como certa, e seus fiéis anunciaram que os acordos regionais que haviam sido fechados por Eduardo Campos só seriam acatados pela líder da Rede quando ela concordasse. Da mesma sorte, sem nenhuma negociação prévia, a nova candidata impôs nomes de sua confiança para tocar a campanha.
Aqui no blog, recorri a uma imagem forte: afirmei que Marina estava a dar um pé no traseiro do PSB. Para meu escândalo, li e ouvi comentadores a sustentar que ela estava sendo apenas coerente. Marina é, sim coerente, mas com sua trajetória: não negocia, mas impõe. Tentou fazer isso no PT; não conseguiu e deixou o partido. Tentou fazer isso no PV. Não conseguiu e deixou o partido. E não se comporta de modo diferente no PSB. Como esquecer que, no dia seguinte a seu ingresso na legenda, atacou de modo feroz o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos poucos aliados que Campos tinha então?
Marina costuma despertar simpatias e adesões em razão de sua história de vida, narrada, é bom que fique claro, com acento mítico, com as tintas carregadas do martírio e do heroísmo. Trata-se, obviamente, de uma construção política, tão verdadeira e tão falsa como outra qualquer. O que me incomoda, quando estão em pauta as suas escolhas, é a facilidade com que a imprensa abandona os fatos em favor da torcida.
Não aqui. Goste deles ou não, sempre cedo à majestade dos fatos. Sem abrir mão de deixar claro o que penso.
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dilma se recusou a comentar tratamento do PT aos condenados do Mensalão como heróis em entrevista ao 'Jornal Nacional'

GOVERNO LULA/DILMA:
Caso Pinheiro Landim
Caso Celso Daniel

Caso Toninho do PT
Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
CPI do Banestado
Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
Irregularidades do Fome Zero
Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
Escândalo do Ministério do Trabalho
Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
Operação Anaconda
Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
Caso José Eduardo Dutra
Escândalo dos Frangos (em Roraima)
Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
Expulsão dos Políticos do PT
Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
Escândalo da ONG Ágora
Escândalo dos Corpos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
Caso Henrique Meirelles
Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
Caso Cássio Caseb
Caso Kroll
Conselho Federal de Jornalismo
Escândalo dos Vampiros
Escândalo das Fotos de Herzog
Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
Caso Antônio Celso Cipriani
Irregularidades na Bolsa-Escola
Caso Flamarion Portela
Irregularidades na Bolsa-Família
Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
Escândalo do IRB
Escândalo da Novadata
Escândalo da Usina de Itaipu
Escândalo das Furnas
Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
Escândalo da Secom
Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
Escândalo do Valerioduto
Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
Escândalo da CPEM
Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
Caso Marka/FonteCindam
Escândalo dos Dólares na Cueca
Escândalo do Banco Santos
Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
Escândalo da Interbrazil
Caso Toninho da Barcelona
Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
Caso dos Dólares de Cuba
Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)
Doação de Terninhos da Marísia da Silva (esposa do presidente Lula)
Escândalo da Nossa Caixa
Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
Escândalo das Cartilhas do PT
Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
Escândalo do Proer
Escândalo dos Fundos de Pensão
Escândalo dos Grampos na Abin
Escândalo do Foro de São Paulo
Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
Escândalo do Mensalinho
Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
Crise da Varig
Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
CPI da Imigração Ilegal
CPI do Tráfico de Armas
Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
Operação Confraria
Operação Dominó
Operação Saúva
Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
Escândalo dos Grampos no TSE
Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
ONG Unitrabalho
Escândalo dos Fiscais do IBAMA do Rio de Janeiro
Escândalo da Renascer em Cristo
Crise no Setor Aérea
Escândalo de Pasadena / Petrobras
E por aí vai….

sábado, 2 de agosto de 2014

Entenda a epidemia de ebola na África ...


Médicos cuidam paciente de ebola em centro de tratamento na Libéria em 26 de julho.  (Foto: AP Photo/Samaritan's Purse)Médicos cuidam paciente de ebola em centro de tratamento na Libéria. (Foto: AP Photo/Samaritan's Purse)
A África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se da maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas afetadas, número de mortos e extensão geográfica.
O último balanço do organização, divulgado em 27 de julho, informa que já são 729 mortos – 47 deles em apenas quatro dias – e 1.300 casos da doença registrados.
saiba mais
O surto atual começou na República de Guiné em março deste ano, e se espalhou para os países vizinhos Serra Leoa e Libéria. Depois, a Nigéria registrou um caso.
Segundo dados da OMS, Guiné é o país com mais mortes – cerca de 350. Em seguida está Serra Leoa, com mais de 200 mortes, e o maior número de casos – mais de 500. Por último está a Libéria, com aproximadamente 150 mortes e pouco mais de 300 infectados.
A OMS enviou mais de uma centena de especialistas para a região para ajudar a conter a epidemia. Porém, eles enfrentam dificuldades para atuar nas áreas mais remotas devido à desconfiança da população. Em alguns vilarejos, chegaram a ser atacados e ameaçados.
Além disso, os próprios médicos têm sido vítimas da alta mortalidade do vírus – que não tem vacina nem cura. O médico responsável pelo combate da epidemia em Serra Leoa, Sheik Umar Khan, morreu no dia 29 de julho, vítima da doença.
'Fora de controle'
Mais da metade dos infectados neste surto morreram, e a OMS teme a possibilidade de uma "propagação internacional" da doença.
No dia 1º de agosto, em reunião com os presidentes da Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim, a diretora-geral da organização, Margaret Chan, disse que o surto de ebola no oeste africano está "fora de controle", mas que pode ser barrado.
Apesar disso, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.
Segundo a organização, haveria baixo risco de contágio caso um passageiro infectado voe, pois a transmissão só acontece quando o paciente apresenta sintomas severos da doença: como vômito, diarréia, febre alta, sangramento. "É altamente improvável que alguém com tais sintomas se sinta bem o suficiente para viajar", afirmou a associação internacional de companhias aéreas (Iata).
Ainda assim, o avanço do ebola levou países a fecharem fronteiras terrestres, como no caso da Libéria, e a declararem estado de emergência pública, o que aconteceu em Serra Leoa.
A OMS não descarta rever suas recomendações de viagem durante a epidemia. A organização e governos da região anunciaram no dia 30 de julho um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
Equipamento de proteção é tão quente que médicos aguentam ficar com ele por cerca de 40 minuto (Foto: MSF/BBC)Médico usa equipamento de proteção para tratar
paciente de ebola (Foto: MSF/BBC)
Combate
Quando uma pessoa é infectada pelo ebola, em até dez dias ou ela morre ou o organismo começa a combater o vírus. "É como uma gripe. Não temos remédio para matar o vírus da gripe: é o corpo que responde e mata o vírus, e a gente melhora. A diferença é que o vírus do ebola é muito mais agressivo que uma gripe", explica Rachel Soeiro, médica brasileira que passou um mês na Guiné.
No combate à doença, os pacientes são isolados, e médicos fazem a pessoa se alimentar e ingerir líquidos. Ao sair da área de isolamento do hospital, os pacientes tomam um banho de cloro e ganham roupas novas, já que as antigas estão contaminadas.
O ebola é uma febre hemorrágica grave causada por vírus e que não tem vacina ou cura. A doença só é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. A doença mata por falência múltipla dos órgãos, quando fígado e rins param de funcionar, e o sangue passa a correr devagar pelo corpo.
Os sintomas incluem diarréia, febre alta, vômitos, hemorragias e danos no sistema nervoso central. A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a três semanas.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Mais um petista de alto escalão vai para a cadeia por corrupção. Desta vez, o braço direito de Tarso Genro em Brasília.

Quando foi preso em Brasília, Rodrigues era chefe da representação do Rio Grande do Sul, em Brasília, um cargo com status de secretário de estado de Tarso Genro.
A Justiça Federal no Paraná condenou por peculato e corrupção dirigentes de Oscips e o ex-coordenador nacional do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, Francisco Narbal Alves Rodrigues.
Segundo a sentença da Justiça Federal foi comprovado crime de corrupção envolvendo Rodrigues, militante do PT no Rio Grande do Sul que ocupava na época dos fatos o cargo de Coordenador Nacional de Projetos do Pronasci no Ministério da Justiça. Ele pegou 5 anos e 11 meses de reclusão em regime inicial semiaberto.
Já em agosto de 2012, o Ministério da Justiça conduziu e concluiu procedimento administrativo disciplinar que resultou na demissão de Rodrigues do cargo em comissão no Pronasci. Segundo a sentença, a pedido de Rodrigues “as Oscips empregaram seus parentes e realizaram depósitos sem causa lícita na conta corrente do agente público”.
Ao impor a pena de 5 anos e 11 meses de prisão a Francisco Narbal Alves Rodrigues, o juiz federal Sérgio Moro assinalou. “Reputo a culpabilidade exacerbada pois o condenado não era só servidor público, mas Coordenador Nacional de Projetos do Pronasci, ou seja agente graduado do Ministério da Justiça. Há verdade no adágio de que quanto maiores os poderes, maior a responsabilidade. Além disso, reprovável que agente do próprio Ministério da Justiça, órgão encarregado da Administração da Justiça, corrompa-se ou pratique fraudes, comprometendo a integridade da Justiça. Os motivos dos crimes de corrupção e fraudes constituem o locupletamento ilícito e já são próprios das figuras delitivas, não autorizando incremento da pena. Não vislumbro ainda como especialmente negativas as circunstâncias e consequências dos crimes. São neutras, portanto, para todos os crimes as vetoriais antecedentes, comportamento da vítima, personalidade, conduta social e motivos, circunstâncias ou consequências, merecendo, porém especial reprovação a culpabilidade.”
As penas aplicadas para os outros acusados variaram entre mínimo de três anos e seis meses de prestação de serviços comunitários e máximo de 22 e 7 meses de reclusão.
A denúncia do Ministério Público Federal, amparada em investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU), revela que os crimes foram praticados por dirigentes e associados do Instituto Brasileiro de Integração e Desenvolvimento Pró-Cidadão e da Agência de Desenvolvimento Educacional e Social Brasileira (Adesobrás), contratadas pelo Ministério da Justiça e por diversos municípios do Paraná para prestação de serviços públicos em termos de parceria.
Segundo o processo, foi comprovada a prática de desvio e de apropriação de recursos públicos no montante de R$ 9,5 milhões e de lavagem desse valor entre 2004 e 2011. A investigação mostra que também houve crimes de fraude de documentos, fraudes em licitações e associação criminosa. A condenação foi imposta pela 13.ª Vara Federal de Curitiba. Oito acusados foram condenados e cinco foram absolvidos. Por intervenção judicial, as Oscips foram extintas. Na sentença, foi decretada a prisão cautelar dos principais responsáveis pelos crimes, Robert Bedros Fernezlian, Lilian de Oliveira Lisboa e Laucir Rissatto e o confisco de patrimônio sequestrado no montante de R$ 3,1 mlhões.
A Justiça Federal acolheu pedido dos defensores e ouviu 57 testemunhas presenciais em Curitiba, 29 testemunhas por videoconferência e 26 testemunhas por carta precatória. Foram ouvidos inclusive políticos, deputados e prefeitos. O juiz federal Sérgio Moro indeferiu o pedido da defesa de Robert Bedros Fernezlian, que pretendia que fosse tomado o depoimento do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), ministro da Justiça no governo Lula. (Estadão)  ..

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Diferentes pesquisas confirmam que Dilma será derrotada por visão pessimista do eleitor na economia


Por Jorge Serrão

A análise fria dos indicadores qualitativos das últimas pesquisas indica o alto risco de derrota reeleitoral de Dilma Rousseff. O gráfico da Taxa sazonal de aprovação do governo 12 meses antes das eleições, medido pelo Datafolha, revela um fenômeno preocupante para os petistas. Dilma apresenta um dos piores desempenhos, desde 1998, nos meses de junho/julho. Fernando Henrique Cardoso, quando perdeu o pleito de 2002 para Lula, era igualmente mal avaliado pelo eleitorado pesquisado, que também manifestava desejo de mudança (média de 70%).

A pesquisa CNI Ibope confirma que Dilma é impactada negativamente pelo pessimismo ou pela visão crítica do eleitorado em relação à economia. Dilma tem avaliação negativa na atuação de seu governo nos itens: impostos (- 77%), juros (- 70%), Política contra inflação (-71%), política contra desemprego (- 57%). Dilma também toma pau na avaliação negativa do social: Saúde (-78%), Educação (-67%) e Segurança Pública (-75%). Nem as demagógicas bolsas-grana conseguem salvá-la do vermelho da reprovação nas políticas contra fome e pobreza (-53%).

Quem quiser ter acesso a tais números, organizadamente tabulados, pode consultar as 52 páginas do “Guia das Eleições 2014”, elaborado pela equipe do Banco Itaú BBA. O paper não foi “feito para você”, cidadão comum, mas, especialmente, para investidores – uma turma que não anda muito contente com os rumos da economia capimunista brasileira. O trabalho informa quem é o eleitor brasileiro, os candidatos, regras, datas importantes e propaganda, aprovação do governo e pesquisas eleitorais. Foi produzido por Luiz Cherman, Luiz Felipe Priolli, Giulia Coelho e Rodrigo Versolato. O material circula no mercado livre da internet...


Dilma sabe, em seu inconsciente, que será derrotada porque a gestão petista avacalhou com a estabilidade econômica e, pior ainda, não tem soluções concretas para promover um futuro econômico melhor. Dilma tem pleno conhecimento de que o endividamento das famílias é grande e tende a aumentar. O do governo, também. Juros altos e 56 impostos sobre a atividade produtiva, junto com a dificuldade de crédito, aumentam os riscos e inviabilizam investimentos produtivos. O governo é quem gasta mal e cada vez mais. A estagflação (inflação em uma economia que não cresce) é o maior adversário eleitoral de Dilma.

A avaliação negativa da Presidenta nas diferentes pesquisas qualitativas é impactada pela sensação de que algo vai muito mal na economia, e pode piorar brevemente. As contas do mês das pessoas normais, que trabalham e dependem de salário para sobreviver, fecham no vermelho. A carestia é geral. Os preços de produtos e serviços perderam a referência. A inflação não é pior por conta da maquiagem das tarifas públicas – que o governo segura agora, para soltar depois da eleição. A estimativa real é de confusão em 2015....