
O estudo revela que cada vez mais pessoas estão preferindo morar sozinhas, as mulheres estão contribuindo mais com a renda familiar e o nível de alfabetismo caiu nos últimos anos. De acordo com o IBGE, Itabuna tem 3.836 mulheres vivendo sozinhas e 4.687 homens nessa situação.
São exatos 8.523 moradores solitários em Itabuna, que tem cerca de 206 mil habitantes.
Não é somente Itabuna que tem uma grande quantidade de pessoas optando por morar sós. Na maioria dos municípios do sul da Bahia esse contingente representa uma fatia significativa. Em Ilhéus, dos quase 185 mil moradores, 8.283 são solteiros, 3.102 mulheres e 5.181 homens morando sozinhos.
Os dois municípios também tem uma grande quantidade domicílios com apenas dois moradores. Em Itabuna são 14.229 domicílios assim e em Ilhéus 12.118. Em Ilhéus há 37.793 imóveis ocupados pelos próprios donos.
São casas e apartamentos totalmente quitados. Em Itabuna, são 43.150 domicílios ocupados pelos próprios donos. O município tem pouco mais de mil pessoas que moram em imóveis financiados.
Sozinhos
Entre as cidades menores, as com maior quantidade de pessoas morando sozinhas são Una (1.232), Coaraci (1.100), Ibicaraí, Itacaré (1.100), Itajuípe (1.035) e Ibirapitanga (1.052). Em Una, os homens representam a maioria dos que moram sozinhos. Eles são 970 contra 262 mulheres.
Em Coaraci, elas são apenas 447 das pessoas que optaram por morar sozinhas, contra 663 homens. Em Itacaré, o número de solteiros é ainda maior, 858 homens e 242 mulheres. Situação parecida é a de Ibirapitanga onde, das 1.052 pessoas sozinhas, 270 são do sexo feminino.
Os municípios com o menor número de pessoas morando sozinhas são Itapitanga (303), Gongogi (353), Jussari (402) e Itaju do Colônia (328).
“Sempre gostei de morar sozinha porque não tenho que prestar contas para ninguém. Sou meio bagunceira, mas sei onde cada coisa está”, afirma a estudante Rafaela Vieira Souza, de Itacaré. Quem também optou por morar sozinho foi o comerciário João Vitor Queiroz, de Itabuna.
“As vezes sinto falta de uma pessoa em casa para saber de uma opinião, para dividir algumas coisas, mas não penso em casar tão cedo. Vou mudar de estado civil depois que estabilizar minha vida. Já comprei meu apartamento. Estou trabalhando para adquirir um cargo”.
Ele afirma que, se já tivesse mulher e filhos, a missão ficaria quase impossível. “Não teria condições de pagar a prestação da minha casa. Além do carro, sonho ainda em fazer uma faculdade. Sei que a educação é o único caminho para mobilização de classe social”. (fonte A REGIÃO)
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